sábado, 10 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Vias-sacras interiores
Lembro-me de ouvir alguém amorosamente iluminado dizer que quando as pessoas descobrissem que pondo a ‘mão no peito’* este deixaria de doer, seria uma enorme avanço na humanidade.
Que sofremos, é um facto. ‘Contornável’ e directamente proporcional ao nosso apêgo. Quando digo contornável não quero dizer que o devamos ignorar (contornar) e fazer de conta que não existe essa emoção, esse sentimento e a razão que o provocou. Com isso só vamos conseguir que a nossa alma se retraia em uníssono com o nosso corpo, para nos chamar a atenção. Quero dizer que se ainda não temos a capacidade de não ter essa dor, é porque provavelmente precisamos de a vivenciar para entendermos e reentegrarmos algo em nós perdido.
A dor toca um vazio que já existe em nós. Atraímos esse acontecimento, pessoa, momento nas nossas vidas, um espelho que nos devolve partes de nós mesmos que precisam de ser curadas e harmonizadas. Temos dor, por vezes porque algo na nossa vida não deu certo. As nossas acções são por sua vez também resultado daquilo que pensamos e aquilo que pensamos está eminente e directamente ligado ao nosso sistema de crenças, aos nossos valores.
Quando algo não funciona, é essa raiz de valores que requer a nossa atenção e ‘ajuste’, onde podemos procurar a mudança.
Muitas das vezes é tão simplesmente porque não nos deixamos fluir com a impermanência, com a mudança nas nossas vidas, seja no caso de morte, de separação afectiva, separação física, etc.
Resistimos, não nos permitimos nem aceitamos os acontecimentos, as pessoas como parte de um fluxo de vida em constante mutação, vida essa que nós não controlamos de todo, por mais poder sobre o próprio, ou os outros que julguemos ter. Nós não temos poder. Esse poder.
Temos um poder incalculável, de força, de amor, de cura, (…) , porque fazemos parte indissociável do Todo que nos alimenta e nutre, e do qual nos distanciamos amiúde. Essa centelha divina, que tudo é e tudo pode e que habita em nós, todos nós. Sempre a toda a hora acessível e vivida em qualquer momento.
Por isso me incomoda o culto da via-sacra. O culto da dor. Quando sei que a energia que me habita tem a capacidade de me regenerar, de me curar, de me amar, sem me fazer sentir miserável por errar, indigno por falhar, incapaz e impotente à dor como se esta fosse via de salvação, como via de redenção. A dor não é o caminho.
Não vim à Terra para sofrer. Vim para lembrar o que já soube , vim lembrar o que sou em cada pequena etapa. A dor faz parte momentânea dos nossos processos de vida, faz parte dos vazios e buracos negros em nós. Mas não é o destino.
O esclarecimento da nossa alma permite-nos ousar outras saídas. Vivenciando a dor, atravessando-a, sentindo-a, mas saindo dela. Não procurando razões, motivos, passados ou presentes para a alimentar e fazer crescer em nós.
Via-sacra interior para mim é nutrir essa dor e procurar momentos ( seja através de músicas, lugares, palavras, fotografias) em nós para ela crescer. Ao passado vamos, ao que já foi e já não é. Por isso também dói. Não dissociarmos afectivamente (desapego) o que já foi um dia, do dia de hoje. Essa impermanência, essa ausência. Essa falta de poder de restaurar o que foi, é passado, já foi, já não existe. Não é verdadeiro, não pertence ao aqui e agora. Não pode ser (re)vivido.
Sentir dor é uma coisa, alimentarmo-nos nela é outra muito distinta.
Ao alimentarmos a dor estamos a descer o nosso padrão de vibração energético, a densificarmo-nos na matéria com todas as consequências negativas que daí advém..
A nova era. O aumento da consciência, traz-nos responsabilidades sobre nós próprios e sobre os outros também. Cabe-nos aceitar e vivenciar a dor, percebe-la sem a ignorar, senti-la, mas encontrar meios , pequenos passos para aos poucos sairmos dela. Esses pequenos passos podem ir, desde ouvir uma música /som que nos alivia nos faz sentir bem, a olhar para fora de uma janela e ver ‘o mundo/dor’ além da nossa, apreciar e cheirar uma flor, a dar um passeio pela natureza, a escrever, …
Só estando numa situação de algum equilíbrio, poderemos ‘vasculhar’ os nossos pensamentos e sentimentos e tentar perceber melhor o que aquela dor/problema(amigo!) nos traz de novo.
A dor é uma oportunidade de expandirmos consciência. É alquímica, tem poder de transformação, de transmutação, se o quisermos encontrar.
Só com alguma harmonia interna, poderemos ter algum discernimento interior que nos deixe aceitar e nos permita seguir em frente, fluir com a vida diante(em) de nós.
Outro alguém especial (Roop Verma) diz que : ” a vida é uma festa…onde estão sempre a entrar e sair pessoas…”
*auto-reiki
*auto-reiki
quinta-feira, 18 de março de 2010
gota a gota
Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota..."
Madre Teresa de Calcutá
terça-feira, 16 de março de 2010
o sopro da alma
deus e amor
O Meu Espírito esconde-se nos Ecos do Silêncio
juntos à Montanhas Sagradas do meu Ser.
Do abrupto abismo, envolto em névoas obscuras,
anseio pela liberdade das marés,
Cavalgo as ondas agrestes nas palnícies amplas do infinito espaço,
dou de mim,
recuo e envolvo-me na candura das neves dos Invernos da minha Alma.
Estou perdido nas encruzilhadas do passado
e ainda hoje me lembro do esquecimento.
São luzes negras aquelas que já não mais quero.
Hoje vivo no Silêncio das madrugadas, oculto pelo vazio das manhãs.
Grito nos ventos pelas palavras que não chegam,
e piso nja areia molhada as chamas vibrantres que clamam dentro de mim.
De dentro tudo já se apagou.
Fora de mim a Luz nasceu.
Dizem-me que os tempos já mudaram
e a folhagem do jardim já não é a mesma...
Dizem-me para mudar o curso da vida
e fazer as marés voltarem à costa...
Mas não mais quero regressar.
Parti para sempre e os ventos levei-os comigo.
Abri as pálpebras cansadas de Luz,
e vi,
na imensidão oculta dos tempos idos,
a vida que me foi negada e aquela que posso viver.
No meu olhar os lagos já estão serenos.
E na tranquilidade do meu mar interior a Paz habita.
Hoje, só ouço os Ecos do Tempo,
que clamam por mim,
que gritam pela minha presença.
Hoje só ouço os Ecos do Silêncio,
para dentor de mim me recolher,
para dentro de mim me encontrar...
angels calling
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
as três dimensões
"Cada um de vocês tem três dimensões. Cada um de vocês vibra com a energia do triângulo, a três tempos. A dimensão mental, a dimensão emocional e a dimensão espiritual ou dimensão da alma. Cada um de vocês só conseguirá harmonizar-se quando conseguir vibrar, igualitariamente, nas três dimensões.
Mas não é assim. Não tem sido assim. O ser humano, nos últimos tempos, tem vibrado pela dimensão mental. As outras duas são controladas por esta. Quando estás triste, pensas «Que disparate, estou triste e não sei porquê.» E tentas deixar de estar triste. Na realidade, manipulas a tua emoção com a tua mente. Dizes à dor: «Pára de doer porque eu não te entendo.» E bloqueias. E travas o fluxo emocional que te iria levar a algum lugar. Com certeza.
Quando sentes o chamamento, quando sentes a energia de Aquário, quando te emocionas com as coincidências, quando vês a vida a desfilar à tua frente, com acontecimentos inusitados e luminosos, enfim, quando sentes a luz e, em última análise, quando me sentes a mim, a primeira coisa que pensas é: «Lá estou eu a inventar coisas. Lá estou eu a alucinar.» E cortas. Travas. Essa é a tua mente a impedir a tua dimensão espiritual de se manifestar.
Porque és energia, não és outra coisa. E a energia manifesta-se. Tens três dimensões. Não deixes a dimensão mental dominar. Harmoniza.
Pensa. E pensa bem.
Sente. E respeita o que sentes.
Intui, e segue a tua luz.
E serás harmonioso.
E serás equilibrado.
E serás feliz."
Mas não é assim. Não tem sido assim. O ser humano, nos últimos tempos, tem vibrado pela dimensão mental. As outras duas são controladas por esta. Quando estás triste, pensas «Que disparate, estou triste e não sei porquê.» E tentas deixar de estar triste. Na realidade, manipulas a tua emoção com a tua mente. Dizes à dor: «Pára de doer porque eu não te entendo.» E bloqueias. E travas o fluxo emocional que te iria levar a algum lugar. Com certeza.
Quando sentes o chamamento, quando sentes a energia de Aquário, quando te emocionas com as coincidências, quando vês a vida a desfilar à tua frente, com acontecimentos inusitados e luminosos, enfim, quando sentes a luz e, em última análise, quando me sentes a mim, a primeira coisa que pensas é: «Lá estou eu a inventar coisas. Lá estou eu a alucinar.» E cortas. Travas. Essa é a tua mente a impedir a tua dimensão espiritual de se manifestar.
Porque és energia, não és outra coisa. E a energia manifesta-se. Tens três dimensões. Não deixes a dimensão mental dominar. Harmoniza.
Pensa. E pensa bem.
Sente. E respeita o que sentes.
Intui, e segue a tua luz.
E serás harmonioso.
E serás equilibrado.
E serás feliz."
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
um abraço d'anjo
ontem, no meio de um exercício meditativo, saído 'do nada', surges-me tu e eu num abraço. o primeiro e único da partilha de dois dias. breve despedida no segundo dia. mas aquele abraço, foi tão especial que ainda hoje me consola, talvez por isso a minha mente ou o meu coração, a minha alma o foi buscar para mim.
como é que um 'simples' abraço me trouxe e traz de volta a casa. porque foi isso que eu senti quando te abracei, que estava protegida, em paz e em casa. dormiste bem? perguntaste, sim...e no aconchego ternurento daquele abraço, fiquei...
ah, meu anjo, que é feito de ti? e L? a vida voltará a reencontrar-nos por aí?
nunca tirei uma foto a alguém que achasse que havia captado a sua essência, como esta. e sem querer...acho que ficaste muito bem, divino..
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
374
Era uma vez uma pessoa que procurava a sabedoria. Tinham-lhe dito que para a atingir tinha sempre de aceitar e recusar ao mesmo tempo tudo o que lhe era oferecido, dito ou mostrado. Quando perguntava onde era o melhor caminho e lhe diziam "é por ali" ela devia seguir imediatamente nesse sentido e depois no sentido contrário. Tendo assim percorrido todas as direcções indicadas e as não indicadas, sem mais caminhos a percorrer, sentou-se no chão e começou a chorar. Sem saber, tinha chegado.
Ana Hatherley
Ana Hatherley
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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